
O governo brasileiro analisa, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um processo de reconhecimento do uso da ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
No final de abril, no Centro de Iluminação Cirstã Luz Universal - Alto Santo, fundado pelo mestre Raimundo Irineu Serra, em Rio Branco (AC), O ministro Gilberto Gil, da Cultura, recebeu documento com pedido de representantes dos centros que integram os três troncos fundadores das doutrinas ayahuasqueiras.
A solitação mereceu o endosso do governador do Acre, Binho Marques (PT), do deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), presidente da Assembléia Legislativa, e da deputada federal Perpétua Almeida (PC do B), articuladora do projeto de reconhecimento do uso ritual da ayahuasca.
Segundo o governador, "é muito fácil construir prédios, mas é muito difícil construir uma fortaleza cultural como esta".
- É a nossa reserva moral, a nossa fonte de sabedoria. Eu mesmo, em momentos de descrença, de não ter mais esperança no futuro, foi aqui que encontrei sabedoria e iluminação e muita crença no futuro. Perenizar essa sabedoria, essa cultura e essa iluminação é importante para o Acre. O Acre agradece. Mas eu tenho certeza que o Brasil vai agradecer, não só o Acre - afirmou Binho Marques.
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